Chuva

Chuva que cheira a almas penadas,

Caia só minha seu mar profundo,

Caia só minha seu pranto insosso,

Caia só minha sua lágrima furtiva,

Porque hoje quero me embriagar de tuas gotas putas.


Chuva que cheira a peixes bizarros,

Afogue só sua meus suspiros insanos,

Afogue só sua meus soluços medonhos,

Afogue só sua meus devaneios ilustrados,

Porque hoje quero me embriagar de teus céus de maio.


Chuva que cheira a cristos crucificados,

Eleve só nossa tanta chaga maldita,

Eleve só nossa tanto desejo contido,

Eleve só nossa toda glória simplória,

Porque hoje quero me embriagar de teu eterno renascimento.

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