Baladinhas cabelo ao vento

Copacabana Club - foto: Gabi Vaz

Copacabana Club - foto: Gabi Vaz

Sabe aquela sensação de estar num começo de festa lounge em resorts, aí você lá sentadão numa espreguiçadeira, óculos Hugo Boss quadrado na metade do nariz curtindo o pôr-do-sol, brisa do mar, passa um grupo de gostosas clarinhas, bundas redondas, carnudas e sem estrias – mesmo que não durinhas – dando risadas e você ali só admirando aquela coisa toda com seu sungão Bad Boy, unhas devidamente cortadas para não fazer feio e um Ipod no peito desligado só pra tirar onda de playboy? É mais ou menos assim que me vejo ao escutar o disco do Copacabana Club – que baixei após indicação da galera do stil wanna be a blog.

“Tipo”… são seis canções no EP “King of the Night” sendo que duas delas tem a famosa versão remix. Ou seja, as gostosas passam e voltam por você enquanto, sarrafeiramente, você dá aquela ajeitadinha no seu Hugo Boss para uma olhadela a mais.

A banda é curitibana, formada por três cuecas estilo Maximize-se e duas calcinhas meio Mallu Magalhães no visual. Algo meio modernete, meio hype. Thiago Ney, da Folha (de SP), definiu o som como rock garagem, synthpop e new wave. Eu, como não sei bem o que dizer, prefiro chamar de baladinhas cabelo ao vento. Numa rápida passada pelo myspace deles, se autorotulam “tropicool line”. What´s is this moda foca? I don´t know, but I like.

A banda surgiu pela iniciativa do integrante Alec Ventura – que tocava no extinto ESS (seria algo como Estou Sempre Sexy, numa apologia ao CSS? Whatever). O que importa é que no meio dessa farofinha musical tem uma Bukowski, a Claudinha, e pelo sobrenome já podemos dizer que é uma grande influência do estilo pornochanchada do nosso velho safado.

O grupo ainda é recente, faixa certa nas boates GLS em que todos dançam e se perguntam: que parada é essa? Enquanto o DJ tira onda de antenado com as novidades musicais. Mas a trupe começou com o pé direito, mesmo que numa forma light de compor, cantam em inglês e isso é outro fator positivo – haja saco para novos Bondes do Rolê, Latinos e o caraleo a quatro.

Tocam em Curitiba dia 3 de outubro – não descobri onde, but´s ok, eu não poderei ir de qualquer forma -, estão na disputa do VMB categoria independente e, claro, ganharam meu voto. Em novembro, estão confirmados no Planeta Terra, em Sampa. Além de Alec (guitarra e vocais) e Claudinha (bateria), há também Caca V (vocais), Rafael Martins (guitarra) e Tile (baixo).

Sim, eles são amigos do Bonde - foto: caca v

Sim, eles são amigos do Bonde - foto: caca v

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